Praticar movimentos repetitivos por longos períodos de tempo pode causar lesões principalmente nas articulações do nosso corpo. Um problema bastante comum é a chamada epicondilite.
De acordo com dados, só no Brasil, são mais de 150 mil casos por ano, e é um problema que pode ser identificado pelo próprio paciente. Continue a leitura e entenda melhor a epicondilite.
O que é Epicondilite?
Epicondilite lateral, cotovelo de tenista, e somente epicondilite, são nomes dados à inflamação dos tendões que ficam localizados na região externa do cotovelo.
Causas
O uso excessivo do músculo extensor radial curto do carpo, que serve para estabilizar o pulso quando o antebraço está estendido, pode causar o seu enfraquecimento, causando assim microlesões no tendão, o que ocasiona a epicondilite.
E engana-se quem acredita que somente pelo nome, só tenistas podem adquirir o problema. Qualquer trabalho, ou atividade recreativa que proporciona o uso intensivo do músculo do antebraço, ou repetitivas extensões do pulso e mão podem causar a condição.
Também pode se tratar de uma condição idiopática, ou seja, que surge espontaneamente sem causa definida. Mas esses são casos mais raros.
Sintomas
O sintoma mais relevante é a dor, e a sensibilidade a ela. Fica localizada principalmente na parte externa do cotovelo, mas pode abranger mãos, pulso, e o braço como um todo. Inchaço também é um sintoma bastante perceptível.
Tratamento
O tratamento é feito à base de medicamentos para a dor e para diminuir a inflamação. Dependendo do seu efeito, pode ser necessário a injeção de corticoides.
A fisioterapia pode se tornar uma grande aliada no tratamento da condição. Os exercícios e técnicas trazem efeitos significativos para a eficiência e rapidez do tratamento.
A terapia por onda de choque pode ser utilizada em casos mais persistentes. É uma forma não invasiva que usa ondas de som pelo corpo. É aplicada para reduzir algumas inflamações e estimular a recuperação de lesões.
Epicondilite precisa de cirurgia?
Em alguns casos mais graves, onde os medicamentos, fisioterapia, e o tratamento por ondas de choque não foram eficazes, é necessária a realização de uma cirurgia.
Aproximadamente 85% a 90% das cirurgias realizadas para o tratamento de epicondilite são eficazes. Contudo, não é raro que haja a perda de força após a realização do procedimento como efeito colateral.
Pós-cirúrgico
O pós-cirúrgico é relativamente demorado. Será necessário ficar no mínimo 10 dias com o braço imobilizado na tipoia. Após isso, é preciso voltar para um consulta para a condição ser analisada.
Se tudo ocorrer bem, a tipoia será substituída por uma tala, que deverá ser usada por aproximadamente duas semanas.
Após isso, será notada uma perda significativa no movimento na articulação do cotovelo, e deverá ser iniciado um processo de reabilitação. Mais uma vez através da fisioterapia.
A prevenção, principalmente na prática de esportes, é fundamental. lesões no esporte podem inviabilizar por longos períodos, ou até mesmo permanentemente a prática. E mesmo para aqueles que não são atletas, evitar realizar muito esforço com tarefas repetitivas é imprescindível.
Se você está com dor, e possui a suspeita de que está com cotovelo de tenista, procure um especialista para tratar da condição. Quanto antes for iniciado o tratamento, principalmente o de fisioterapia, menores são as chances de necessidade de cirurgia.
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